STÉNOFLEX, a câmara pinhole com minilaboratório.
Nada de objetiva: apenas uma caixa com um orifício minúsculo, papel fotográfico e luz. As fotografias tiram-se e é o próprio fotógrafo que as faz aparecer, como num verdadeiro laboratório.
As nossas caixas
O preto e branco da fotografia pinhole ou o azul da cianotipia
Começar bem na fotografia pinhole
A câmara pinhole, a fotografia na sua forma mais simples
A câmara pinhole é uma máquina fotográfica sem objetiva. É composta por uma caixa totalmente estanque à luz, com um orifício minúsculo. A luz atravessa essa abertura e projeta, sobre um papel fotossensível colocado no interior, uma imagem invertida do exterior.
Nenhuma lente, nenhuma pilha, nenhum mecanismo complexo: apenas uma caixa, um orifício e luz. Este princípio, conhecido desde a Antiguidade, está na origem de todas as máquinas fotográficas.
Uma caixa, um orifício e luz
Um orifício de algumas décimas de milímetro basta para formar uma imagem. Cada raio luminoso vindo da cena exterior atravessa essa abertura, chamada pinhole, e vai impressionar o papel fotossensível colocado no fundo da caixa.
A qualidade da imagem depende do diâmetro do orifício. Se for demasiado largo, falta nitidez à imagem. Se for demasiado pequeno, a difração da luz torna-a igualmente mais desfocada. Para cada profundidade de caixa existe, portanto, um diâmetro ótimo.
Exposições longas e uma grande profundidade de campo
Sem objetiva para concentrar a luz, a câmara pinhole deixa entrar uma quantidade muito reduzida de luz. Funciona geralmente com aberturas entre f/150 e f/300; a do Sténoflex é de cerca de f/180. Os tempos de exposição contam-se, por isso, em segundos, por vezes em minutos.
A fotografia pinhole não exige qualquer focagem. Do primeiro plano até ao horizonte, todos os elementos da cena são representados com uma nitidez comparável. Esta grande profundidade de campo, aliada aos tempos de exposição prolongados, dá às fotografias pinhole a sua atmosfera tão particular.
Nas origens da imagem fotográfica
O princípio da câmara escura é observado já na Antiguidade. Aristóteles descreve, nomeadamente, a imagem do Sol projetada através das pequenas aberturas formadas pela folhagem das árvores. Por volta do ano 1000, o sábio Ibn al-Haytham (Alhazen) estuda com precisão o seu funcionamento.
Conhecida depois pelo nome latino de camera obscura, a câmara escura torna-se um instrumento de observação e uma ajuda ao desenho para os artistas. No século XIX, o aparecimento das superfícies fotossensíveis permite fixar de forma duradoura a imagem projetada.
O Sténoflex não reproduz, portanto, artificialmente um processo antigo: conserva, na sua forma mais pura, o princípio fundador da fotografia.
Nos antípodas da tecnologia digital, o Sténoflex permite reproduzir, de forma muito simples, os primeiros gestos da história da fotografia.





Quando a imagem se revela
Diante dos olhos, o papel branco transforma-se em fotografia.
1. Carregue
À luz do filtro vermelho incluído, coloque uma folha de papel fotossensível na caixa.
2. Posicione
Instale o Sténoflex, bem estável, de frente para o motivo.
3. Exponha
Abra o obturador e conte. A tabela de exposição indica o tempo de exposição consoante a luz: 20 s ao sol, 30 s com sol velado, 40 s com céu nublado.
4. Revele
De volta ao escuro, mergulhe a folha no revelador: a imagem aparece. Depois, no fixador: a imagem fixa-se.
Nas origens da fotografia
Muito antes da película e do digital, já se sabia que um simples orifício podia formar uma imagem. Toda a fotografia assenta neste princípio, que permanece inalterado.
Fotografia: Nicéphore Niépce
Antiguidade
Uma imagem formada pela luz
Já na Antiguidade, Aristóteles observa que a luz que atravessa uma minúscula abertura projeta, no interior de uma divisão mergulhada na escuridão, uma imagem invertida do que se encontra no exterior.
Por volta do ano mil
Ibn al-Haytham explica o fenómeno
O sábio Ibn al-Haytham (Alhazen) explica como esta imagem se forma. Os raios luminosos deslocam-se em linha reta e cruzam-se no ponto onde está o orifício. É por isso que a imagem aparece invertida.
Século XVII
Os pintores utilizam a câmara escura
Alguns artistas utilizam este princípio numa caixa fechada chamada câmara escura (camera obscura). A cena exterior projeta-se sobre uma superfície, o que lhes permite reproduzi-la com grande precisão. Vermeer é frequentemente associado a esta técnica, embora a sua utilização continue a ser discutida.
1827
Nicéphore Niépce fixa a primeira fotografia
Faltava apenas fixar a imagem em vez de a ver desaparecer. Nicéphore Niépce foi o primeiro a consegui-lo, ao realizar a primeira fotografia permanente conhecida.
Perguntas frequentes
É preciso uma verdadeira câmara escura?
É preciso uma verdadeira câmara escura?
Não. Basta uma simples divisão isolada da luz, por exemplo uma casa de banho à noite. O filtro vermelho incluído permite criar a luz vermelha que deixa ver no escuro o que se está a fazer, sem receio de velar o papel.
É adequado para crianças?
É adequado para crianças?
Sim, a partir dos 8 anos, acompanhado por um adulto. É até uma das mais belas formas de compreender como se forma uma imagem.
Quantas fotografias posso tirar?
Quantas fotografias posso tirar?
A caixa Sténoflex permite fazer 10 provas, ou seja, 10 fotografias ou reproduções, à escolha. Uma recarga de 10 provas adicionais estará disponível em breve.
E se a minha primeira fotografia correr mal?
E se a minha primeira fotografia correr mal?
Acontece, e não tem mal. O imprevisto faz parte do processo e cada tentativa ensina alguma coisa. É isso que torna cada imagem única.
O que acontece à imagem obtida?
O que acontece à imagem obtida?
A imagem obtida é um negativo em papel. Pode digitalizá-lo, fotografá-lo ou fazer a partir dele um positivo por contacto. As instruções explicam como.
Um conselho antes de começar?
Um conselho antes de começar?
Prepare as soluções antes de ficar no escuro do laboratório e tenha o cuidado de não trocar o revelador e o fixador. É a armadilha mais frequente no início; mais vale avisar desde já.






